COMO EDUCAR NOSSOS FILHOS?
Sem categoria novembro 24th, 2008![]() |
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Em meio a tanta desesperança e tantas decepções, vale a pena ler uma boa notícia. É isso que me leva a transcrever parte de uma redação de uma menina de 12 anos:
COMO SERIA O BRASIL PERFEITO
O Brasil perfeito seria cheio de virtudes, em primeiro o amor. Se houvesse amor as pessoas seriam justas, humanas, solidárias e ganhariam outra virtude – o respeito.
Se houvesse respeito as pessoas não sofreriam tanto, cada um iria ter uma vida normal e iria ganhar outra virtude – a paz.
Se houvesse a paz não teria guerras, não teria o desamor nem a infelicidade. E ganharíamos outra virtude – a justiça.
Se houvesse a justiça teriam leis justas, todas as pessoas iriam ser iguais, independente de raça, cor, religião e condições de vida. E aí ganharíamos várias outras virtudes.
Se houvesse as virtudes no coração do homem existiria um Brasil e um mundo perfeitos.
Mariana Landim
Em um texto tão simples, qual a boa notícia, afinal? Por trás das linhas da Mariana, mesmo em meio à inexatidão semântica, encontramos um surpreendente segredo: a valorização das virtudes. O mundo perfeito, o Brasil perfeito não é aquele onde todos fazem o que querem, têm o que desejam seus caprichos ou o que lhe empurra a mídia, mas aquele em que todos praticam – no entender da Mariana, “ganham”- as virtudes. As virtudes que ela apresenta são as mais fundamentais e as mais evangélicas. Longe de citar a esperteza, a desonestidade e a luxúria – hoje consideradas “virtudes” – Mariana cita o essencial para a realização do homem, isto é, a santidade: caridade (amor) solidariedade, respeito, paz, justiça.
Graças à educação familiar e escolar, Mariana foi educada para valorizar e praticar as virtudes. Sua redação, cujo poder de síntese daria inveja a muitos teólogos morais, revela um belo luzeiro de esperança: a prática das virtudes evangélicas é sinal de perfeição, de santidade.
Infelizmente, os pais e as escolas não mais se preocupam em formar seus filhos para a perfeição, a prática das virtudes, a santidade. A valorização demasiada do dinheiro, do poder, do prazer, da capacidade de produzir, da avareza, do egoísmo, do orgulho – enfim, todos os vícios capitais – está tão entranhada em nossa mentalidade que antes de pensarmos em formar nossos filhos para a prática e valorização das virtudes, educamo-los para os vícios que os tornarão infelizes, superficiais, relativistas e – pior que tudo! – distantes da santidade, do céu.
Muitos pais nos perguntam como, afinal, educar os filhos segundo o Evangelho em um mundo competitivo, cruel e corrupto como o nosso. Penso que a redação da Mariana poderá ser de grande ajuda. Se considerarmos que para viver a caridade, a justiça e a solidariedade é necessária a humildade, seu elenco de virtudes está completo.
Educar para partilhar com os mais necessitados e não para comprar o que quiser na hora que quiser, poderá nos ensinar a solidariedade.
Formar para dar a cada um o que lhe é de direito, nos ensinará a justiça.
Orientar para buscar e desejar sempre o bem do outro acima do próprio bem formará para a caridade.
Saber que todo bem verdadeiro vem de Deus, educará a humildade.
Este conjunto de virtudes, arrastará consigo a honestidade, a hombridade, a lealdade, o amor à verdade, o reconhecimento de quem é Deus, o louvor, a oração. Veremos que, afinal, educar não é tão difícil assim e que o próprio Espírito Santo, Educador das almas, é nosso maior colaborador na formação dos nossos filhos e alunos. Veremos, então, que mais importante que regras, é a presença. Mais importante que teorias complicadas, é o amor. Mais importante que toda cultura é a fé.
O mundo e o Brasil então, como acertadamente diz a Mariana, serão perfeitos. Aprendamos dela.
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por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom

